Um ano após a morte de Angela Ro Ro, o destino da herança deixada pela cantora ainda depende da definição de seus sucessores. A artista morreu em setembro de 2025, aos 75 anos, sem filhos e sem deixar testamento conhecido. O patrimônio inclui bens materiais e os direitos relacionados às músicas que construiu ao longo de décadas de carreira.
Entre os bens estão um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, e um terreno no interior do estado herdado dos pais. Como não há descendentes, a legislação determina que seja investigada a existência de outros herdeiros na ordem sucessória, que pode incluir ascendentes, cônjuge ou companheiro e parentes colaterais, dependendo de cada situação.
Possível companheira pode ter direito à herança
Segundo Carlos Eduardo Campista, advogado pessoal de Angela Ro Ro, a cantora mantinha um relacionamento com uma mulher cuja identidade era preservada. Ele afirmou que pretende buscar na Justiça o reconhecimento da união estável. Caso a relação seja reconhecida judicialmente, a companheira poderá ter direitos na sucessão, que serão definidos de acordo com as circunstâncias patrimoniais e a existência de outros eventuais herdeiros.
A definição também é importante para o legado musical de Angela. Seus direitos patrimoniais de autor podem continuar gerando receitas com execução pública, streaming e licenciamentos enquanto a sucessão é resolvida. Se, ao final do processo, ficar comprovado que a cantora não deixou sucessores, a situação das obras passa a seguir uma regra específica da Lei de Direitos Autorais, que prevê a entrada em domínio público das criações de autores falecidos sem sucessores.

