Kadu Moliterno usou as redes sociais para falar sobre etarismo e as dificuldades enfrentadas por atores mais velhos no mercado audiovisual. Aos 74 anos e com 55 anos de carreira, o artista afirmou que o problema não está em envelhecer, mas na maneira como profissionais veteranos passam a ser vistos pela indústria. “O problema não é envelhecer. O problema é quando acham que você deixou de ser interessante”, desabafou.

Longe das novelas desde Topíssima, exibida pela Record em 2019, Kadu garante que não pensa em abandonar a profissão. “Eu continuo trabalhando, estudando, treinando e, principalmente, querendo muito contar histórias. Ator não tem prazo de validade”, afirmou. O veterano, que marcou época em produções como Armação Ilimitada, Água Viva, Paraíso e A Viagem, diz acreditar que seu melhor personagem ainda pode estar por vir.
Kadu Moliterno esclarece declaração sobre papéis de avô
Recentemente, o ator causou repercussão ao questionar os papéis destinados a artistas de sua faixa etária e declarar: “Ser pai, tudo bem, mas avô… para que ser avô?”. Depois, procurou a revista Quem para esclarecer que não se recusa a interpretar avôs. Segundo Kadu, sua intenção era dizer que procura personagens que ofereçam desafios e permitam explorar outras possibilidades como ator.
O desejo de voltar à televisão, segundo ele, continua forte. Enquanto um novo trabalho nas novelas não aparece, Kadu prepara um espetáculo teatral sobre os bastidores da fama. Sua mulher, Cristianne Menezes, também se manifestou após o desabafo e afirmou que o marido construiu uma trajetória que atravessa gerações e ainda tem “muito capítulo bonito pela frente”.


