José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, revelou nesta quinta-feira (3) o destino de toneladas de cartas enviadas por fãs de Xuxa à Globo durante o auge do Xou da Xuxa. Segundo o ex-diretor e ex-vice-presidente de Operações da emissora, a quantidade de correspondências recebida era tão grande que a empresa precisou alugar um galpão exclusivamente para armazenar o material.

Boni contou que, em 1987, o espaço chegou a contar com uma empilhadeira e 12 funcionários responsáveis por lidar com as correspondências. No fim daquele ano, surgiu a necessidade de decidir o que seria feito com todo o papel acumulado. De acordo com ele, uma das propostas chegou a ser a destruição das cartas pelo fogo, ideia que acabou descartada.

Cartas foram vendidas para reciclagem

A solução encontrada foi pesar as correspondências e vendê-las como papel destinado à reciclagem. “A quantidade era tão grande que eu tive uma ideia. Vamos pesar isso aí e vender como papel reciclável e aproveitar esse dinheiro e doar para as crianças de alguma entidade que a Xuxa escolhesse”, relatou Boni em vídeo publicado nas redes sociais.

O ex-diretor também mostrou um memorando da época que registrava a decisão. O documento determinava que todas as cartas recebidas até dezembro de 1987 fossem separadas e vendidas a peso. O valor arrecadado seria destinado a uma instituição beneficente escolhida pela própria Xuxa. O relato traz à tona uma dimensão do fenômeno vivido pela apresentadora no auge de seu programa infantil na Globo.

Share.